quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Inquieto


Eu sou o mar em uma noite sem luar.
Lhe chamando e caindo, escorregando na maré.
Eu sou o vazamento, dos canos da tubulação que está pingando.
Infinitas gotas de dolorosos fachos de luz.
Eu sou a gota de chuva caindo.
Sempre desejando chegar no mais fundo do solo.
Eu sou o mar quebrando.
Até o meu sangue encontra maneiras de sangrar.
Até mesmo o rio encontra meios de correr.
Até mesmo a chuva encontra meios para se chegar ao sol.
Mesmo meus córregos sedentos.
Mesmo nos meus sonhos.
Eu sou incansável.
Sou ofegante.
A sua procura.
Eu corro como o oceano para encontrar a sua praia.
A sua procura.
Eu sou o espinho cravado do seu lado.
Eu sou aquele que você deixou para trás.
Eu sou os olhos secos e duvidosos a procura do poço que nunca irá secar.
Correndo para o outro lado.
No mundo que eu sempre fui negado.
Estou correndo para o infinito.
Com as lagrimas dos santos e hipócritas.
Sangue de negros, brancos e cinzas.
Morte em vida e noite em dia.
De um por um, nós deixamos nossos rios correrem.
Eu posso ouvir você respirar.
Eu posso sentir você conduzindo mais do que apenas um sentimento.
Eu posso sentir você alcançando.
Empurrando através do teto, até o final da cicatrização.
Estou a sua procura.
Até encontrarmos o mar de vidro.
Enfim completado e completo.
Onde a maré, as lagrimas e a dor, diminuem.
E a rizada o bebe até acabar.
Eu estarei esperando, antecipadamente, tudo o que eu planejo.
O que eu fui feito para fazer.
Com cada batida do meu coração.
Todo o meu sangue sangra.
Correndo dentro de mim.
A sua procura.

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