quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Alguém a quem recolher

Jamais serei um cavalheiro numa armadura e uma espada na mão.
Ou um combatente kamikaze.
Não conte comigo para atacar uma barricada.
Ou tomar uma posição.
Ou defender um lugar.
Nunca verá cicatrizes.
Nem ferimentos.
Não caminho sobre brasas.
Não caminho sobre água.
Não sou um príncipe.
Não sou um santo.
Não sou o sonho de alguém.
Mas darei meu apoio e serei alguém a quem recolher.
Uma comédia.
Você está machucada e está para baixo.
E eu sou o único que está procurando um favor.
Ainda assim, honestamente você não acredita em mim.
Mas as coisas que eu tenho são as coisas que mais você precisa.
Você olha pra mim como se não entendesse, como um desperdício de tempo.
Como se não fizesse sentido.
Não sou um príncipe.
Não sou um santo.
E se é isto que você precisa, está enganada.
Você não precisa de muito.
Você precisa de alguém a quem recolher.
Que serei eu.
Ficarei do seu lado.
Se eu for o único.
Eu estou acostumado com isso.
Eu estive ao redor.
Eu prefiro ser a metade de nós.
O mínimo de você.
O melhor de mim.
Serei seu príncipe.
Serei seu santo.
E marchando farei cercas em seu nome.
Serei alguém a quem recolher.

Um comentário:

C. Luke Drácula disse...

É Carlão belo texto. Incrível como tenho profundas e sinceras identificações com aspectos dos seus textos.
Quando você utilizou o termo 'príncipe', me fez lembrar meu ultimo post.
Belo texto amigo. Bom e belo príncipe você a de ser.